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Abrace um Aluno Escritor R. Senador Dantas, 117/1237 - RJ - CEP 20.034-900 - Tel. (21) 3512 6552 e 2475 4260 ABRACE UM ALUNO ESCRITOR - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE COMUNICAÇÃO, CULTURA, EDUCAÇÃO E MULTIMÍDIA |
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LIVROS 2008
JORNAL ABRACE PÁGINA 1 PÁGINA 2 PÁGINA 3 PÁGs 4 e 5 PÁGINA 6 PÁGINA 7 PÁGINA 8
Dulcineia Luciano Breve lançamento
DELAÍDES AZEVEDO Autora de Planejar é preciso? Por quê? Para quê? Para quem?
LUCIA RIGUEIRA A autora de Enquanto Chovia
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PROJETO ABRACE UM ALUNO ESCRITOR
Chegamos à conclusão que era mais do que necessário que continuássemos neste caminho. Fazer livro com alunos é uma atividade que favorece a leitura e escrita. E este é um dos principais objetivos nossos. Assim, criou-se o projeto ABRACE UM ALUNO ESCRITOR. E um grupo formado por professores da rede e municipal e estadual assumiu a coordenação do mesmo. Qualquer professor pode aderir ao projeto, desde que se comprometa com os objetivos. A estratégia de trabalho é enriquecida com a experiência do professor. A equipe vem organizando um suporte teórico para auxiliar o professor que deseja construir os seus livros. Somos professores do ensino público no Rio de Janeiro, preocupados com o desempenho dos nossos alunos e procurando alternativas que combatam a falta de interesse pela leitura que tem como reflexo a baixa qualidade nos textos produzidos pela maioria dos alunos, partimos para construção de um espaço (livros) que atendesse esta necessidade e, ao mesmo tempo, fosse um canal de livre expressão. Diante desta reflexão e analisando as experiências, chegamos à conclusão que tínhamos que dar um formato novo a este exercício cotidiano da escola. Daí optarmos pela produção de texto com os alunos. Já deixamos para trás há muito tempo à idéia da redação, produção escrita que atende somente a necessidade do professor. Trabalhamos dando ênfase à função social da escrita. O texto da escola não precisa ser um objeto fora do mundo real, mas um texto de circulação social. Neste aspecto, avançamos muito. Hoje, há um grande entendimento por parte dos educadores sobre este compromisso com o texto social. Trabalham muito mais com jornais, revistas, cartas, receitas, bulas de remédios, mapas, gráficos, com a intenção clara de formar alunos que entendam estes códigos e, ao mesmo tempo, para que a produção de texto tenha um sentido para sua vida. Muito se tem feito para tornar o aluno leitor, alguns programas governamentais têm facilitado o acesso do aluno ao livro literário, isto é um fator que contribui definitivamente para o seu nível cultural. Porém, nada se compara à oportunidade que estamos criando de transformar os alunos em escritores. Apropriando-se da linguagem para produzir textos em que elaborem as suas próprias fantasias, suas reflexões, suas reivindicações, seus desejos. Temos vivido esta experiência em várias escolas e o resultado tem sido muito satisfatório. O aluno acaba lendo muito mais, pois, percebe que lendo vai ampliar a sua capacidade de escrever e de ter outras idéias. É um processo rico, pois não termina com a confecção do livro. O momento dos autógrafos tem magia fantástica, atinge a auto-estima do aluno, do professor e muda a imagem da escola em sua comunidade.
Leitura e Escrita Um projeto social de Leitura e Escrita Diante de uma responsabilidade tão difícil de conduzir - alunos que vivem numa realidade cruel, onde a vida humana não é respeitada e o poder de sedução do dinheiro fácil que leva crianças e adolescentes para uma situação que termina nas páginas policiais - resta a nós, educadores, a difícil tarefa de construir juntos projetos pedagógicos que atendam a esta clientela. Não podemos ter a ilusão de que só os recursos financeiros na educação (que são extremamente necessários e bem vindos) mudarão esse quadro em nossa sociedade. É preciso que todos os esforços sejam aplicados de maneira responsável em projetos que atendam as necessidades do nosso tempo. Para tanto precisamos pesquisar e refletir muito em novos caminhos. Entendermos o processo que vivenciamos em cada momento da aprendizagem dos nossos alunos. Perceber a melhor forma de mediar o conhecimento. Sobreviver a este mundo dominado pelas novas tecnologias que determinam nossa maneira de se comunicar, que por sua vez modifica nossos costumes e cria uma cultura distante das nossas raízes. Pertencemos a um grupo especial na sociedade. Temos o dever e a obrigação de pensar. Não estamos mais apenas perpassando os conhecimentos dos nossos ancestrais. Isto não faz mais sentido nos dias de hoje. Estamos preparando jovens para saber descobrir no meio de milhões de possibilidades o que melhor poderá reafirmá-los enquanto ser individual e ao mesmo tempo desempenhando as suas funções sociais dentro de uma ética. As informações sagradas até então e exclusivas a poucos ficaram abertas e à disposição de toda humanidade, basta dominar os códigos e você será capaz de compartilhar todo o saber. Compete aos professores ajudar os alunos a decifrarem os códigos, pois são inúmeras leituras que precisam ser feitas e refeitas a cada segundo. Não é possível formar um cidadão crítico que não reúna as qualificações mínimas para que ele desvende os códigos do nosso tempo. Estas leituras vão ser decisivas na formação do novo tipo de sociedade. A cada dia surgem novidades, mas decodificar o que os meios de comunicação estão informando e a intenção que há por trás de cada sinal é a nossa ordem do dia. Precisamos nos preparar para esta tarefa e este aprendizado será primordial para assumirmos o papel que a sociedade moderna nos impõe
Quebrando vidraças Inúmeros são os setores que apontam a educação como um instrumento de libertação necessário para restaurar a ordem. Hoje os agentes da educação, além da violência – fruto direto da escravidão econômica a que o país está submetido –, sofrem a descrença da população com os serviços prestados pelo poder público. Existe uma imagem congelada na cabeça do povo que foi abastecida pelo fracasso escolar, que é uma das bruxas que devemos deixar no século passado. Nos grandes centros urbanos o crescimento desordenado levou-nos a uma explosão social com conseqüências dolorosas. Ir ao supermercado virou uma aventura, basta uma rápida olhada no noticiário para perceber que a violência está instalada nas ruas, quebrando vidraças, entrando pela porta da sala, aviltando o convívio dos lares. Assaltos, seqüestros, balas perdidas, menor infrator, drogas, corrupção formam um mosaico tenebroso que cobre de sangue e de vergonha a nossa cidade, ainda assim, maravilhosa. Não adianta escondermos debaixo do tapete das estatísticas este caos. Enfatizar o aspecto da apropriação crítica das mídias é fundamental para que várias leituras de mundo sejam construídas, desvendando a realidade para melhor intervir no sentido da transformação.
Que a escola continue apontando caminhos para desconstruir a violência desenfreada e a exclusão social em que vivemos, buscando respostas educativas que formem cidadãos e uma realidade mais justa.
É diante deste quadro que o professor da escola pública enfrenta o maior desafio da história do magistério: como construir um projeto pedagógico que sobreviva aos impactos da violência? E mais além, um projeto que ajude na desconstrução da cultura da violência.
Gestos Simples Em um certo dia, numa oficina de vídeo de que participavam alunos, pais, comunidade e professores, resolvemos refletir o que era escravidão. A partir de uma gravura de Debret que mostrava o porão de um navio negreiro, passamos a pensar em atitudes que seriam necessárias para que uma pessoa aceitasse a condição de escravo. A observação direcionou o nosso enfoque para as pequenas atitudes que antecipam o cativeiro. A escravidão nasce através de pequenos gestos. São gestos simples, aparentemente sem importância que vão sendo repetidos no cotidiano e que vão tomando conta do outro até que a condição de escravo fique estabelecida. Na relação com o outro é que esta condição vai se desenhando. A escravidão tanto pode ser física, psicológica, intelectual, cultural, econômica e social, não importa o tamanho do castigo. É castigo. Diminui a pessoa enquanto humana. Entretanto, o que desejamos ressaltar sobre a escravidão é o seu poder de ser constituída por pequenos gestos... A escravidão dos negros no Brasil, por exemplo, não teve início na senzala, no chicote do feitor ou no sofrimento do navio negreiro. Mas foi articulada por dois movimentos: um da ganância dos poderosos da Europa e o outro movimento era interno, dentro da própria África. E somando os avanços das expedições marítimas foi formando esta engrenagem que é a grande escravidão brasileira. As marcas ainda estão nas almas, nos sonhos e nas entranhas do povo brasileiro. Resolvemos ir mais além e refletir como se estabelece a cultura da violência. Constatamos que a violência é a face cruel da escravidão. A violência pode ter origem psicológica, individual ou por herança social; provocadas por ações equivocadas do estado; ou, talvez, no instinto natural do homem. No entanto, buscar um projeto pedagógico capaz de valorizar a vida, a solidariedade e o ser humano em toda sua essência e que atenda às necessidades das diferentes camadas sociais será uma vitória contra esta cultura da violência que por incontáveis vezes nos aproxima da barbárie. É possível acabar com a chibata, com o dedo em riste em cima do mais fraco, com frases como “manda quem pode e obedece quem tem juízo”, é possível nos livrarmos das amarras, da intolerância e de gestos que inibam a liberdade a ponto de sentirmos inseguros na hora de escrever, pensar, desenhar e se expressar. Sentimos medo, nos indignamos a cada tiro e até culpamos o outro pela violência, porém isto é muito pequeno. Por sua vez, vamos usar o lápis, o giz e as novas tecnologias para desarmar esta bomba-relógio que paira em nossas cabeças nos grandes centros urbanos. Vamos construir um projeto pedagógico junto com a sociedade para que seja assumido por todos. Mas e a liberdade? Como construir um processo que leve à libertação? Também se constrói a liberdade a partir de pequenos gestos. Gestos simples que somados ao longo de um tempo vão fazendo a diferença. A liberdade é um projeto de vida que precisa muitas das vezes ser construída ponto a ponto – como num bordado. Às vezes, é preciso desmanchar alguns pontos para ir adiante, mas cada vez que os dedos avançam, segurando a agulha, vão abrindo caminhos e construindo um novo espaço. O bordado vai ganhando forma, cores e vai ficando denso o tecido. Percebemos que para desconstruir a cultura da violência, há que precisar também de gestos simples, pequenos e constantes. Precisamos de doses diárias de um trabalho pedagógico sério que necessita ser muito bem pensado e elaborado. Sem dúvida nenhuma, cabe ao educador esta tarefa.
OBJETIVOS GERAIS * Escrever ortograficamente, percebendo regularidades morfológicas, embora apresente flutuações na grafia das letras concorrentes para um mesmo som. Ex: beleza/mesa; rosinha/mãezinha; português/maciez; gigante/jiló. * Utilizar adequadamente recursos característicos da escrita, demonstrando usar expressivamente a linguagem. (Ex: repetições enfáticas, registro dialetal da fala de personagens). * Apresentar domínio da escrita, quanto à organização formal do texto. * Produzir textos escritos utilizando adequadamente as estruturas gramaticais (concordância, regência, colocação pronominal, etc.) e fazendo uso criativo de diferentes recursos de coesão e coerência, de modo a atender a intenções comunicativas diversas. * Assumir diferentes papéis no processo de interlocução: autor/leitor (revisor), alterando criativamente as perspectivas discursivas e adequando, com propriedade, registros e estruturas gramaticais. * Produzir textos orais e escritos, com diferentes funções comunicativas, demonstrando dominar (ainda que com falhas não relevantes) e utilizar criativamente estratégias específicas de organização textual (adequando a forma à função) ao: fazer relatos; apresentar relatórios; dar e pedir informações; formular e responder perguntas; expressar emoções e fantasias (textos poéticos): opinar e defender pontos de vista; redigir correspondência, notícias, anúncios, instruções (receitas, formulários, listagens...); descrever ambientes, etc. * Ler com fluência textos de tipologia variada que apresentem um grau mais de complexidade: no assunto, no vocabulário, estruturação gramatical e organização frasal/textual, demonstrando dominar o uso das estratégias de processamento da leitura, e ser capaz de interpretar o texto lido, utilizando diferentes formas de linguagem.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Língua Portuguesa * Compreender e aplicar o conceito político-social de cidadania assumindo um posicionamento crítico e responsável diante da realidade social, questionando-a e apontando procedimentos que levem a possíveis soluções para os problemas detectados. * Utilizar as diferentes linguagens como meios de expressão e comunicação de suas idéias, além de interpretar e usufruir as produções de cultura. * Apropriar-se das diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos a fim de construir e reconstruir conhecimentos. * Conhecer-se explorar suas capacidades no campo afetivo, intelectual e social, estabelecendo com o outro, relações de companheirismo, partilha e respeito às diferenças. * Desenvolver o senso crítico e criativo de atividades artísticas. * Promover a interdisciplinaridade no currículo. * Desenvolver conceitos que auxiliarão o aluno a entender a dinâmica da sociedade em que vive: a relação entre homens e destes com o meio ambiente, desenvolvendo a capacidade de integração, aperfeiçoamento e transformação da sociedade. * Otimizar o uso das diferentes dependências da escola e recursos nelas contidos na realização de atividades escolares. * Promover a elevação cultural dos alunos envolvidos, bem como, a formação de platéia.
NÚCLEOS CONCEITUAIS
Identidade * Reconhecimento da importância da expressão oral: diálogos, entrevistas, comentários, opiniões, ampliando a capacidade comunicativa, de tomada de decisões e a formação de conceitos. * Leitura/interpretação/produção de textos verbais e não verbais, de correspondência e outros ligados à vivência do aluno e ao mundo de trabalho: recados, bilhetes, convites, cartas, etc. * Recriação de textos verbais e não verbais, de correspondência e outros ligados à vivência do aluno e ao mundo do trabalho: recados, bilhetes, convites, cartas, etc. * Recriação de textos a partir de outros lidos, observando as diferentes maneiras de construí-los, percebendo e utilizando os procedimentos de coesão e coerência que devem estar presentes em um texto. * Revisão de textos dos alunos pelos próprios autores/professor/colegas, garantindo a comunicabilidade e o aprimoramento das questões ortográficas, * Interação (diálogo) com diferentes pessoas em situações diversas, percebendo adequação da linguagem (oral/escrita) à situação de uso (registro formal e informal),
Tempo * Observação/comparação dos diferentes elementos que estruturam o texto narrativo, descritivo e/ou poético. * Exploração de várias formas de linguagem e de diferentes tipos de suporte textual para obtenção/ampliação de informações e enriquecimento da produção do aluno (periódicos, vídeos, televisão, enciclopédias, dicionários, livros de literatura infanto-juvenil, etc.). * Observação/comparação/compreensão da idéia de tempo (presente, passado e futuro) em diferentes (com) textos relacionados ao ambiente do aluno, através de diálogos, relatos, entrevistas, comentários, opiniões. * Construção de frases, períodos, textos que apresentem a idéia de tempo, marcada pelo verbo ou por outras expressões (advérbios). * Reordenação de frases com diferentes idéias de tempo, de forma coerente e coesa. * Produção de textos (narrativos, descritivos e/ou poéticos) a partir das vivências do cotidiano do aluno, utilizando a idéia de tempo passado, presente e futuro. * Interação das diferentes expressões culturais do aluno com/no mundo a partir de vivências do cotidiano, utilizando a idéia de tempo passado, presente e futuro. * Leitura das diferentes tipos de textos narrativos, descritivos e/ou poéticos utilizando a seqüência temporal em diferentes linguagens.
Espaço * Reconhecimento da importância da expressão oral através das discussões sobre questões atuais que envolvem o espaço do aluno, levando-o a um posicionamento crítico. * Observação/comparação/compreensão das diferenças maneiras de construir textos: narrativos/descritivos/poéticos. * Produção de textos (narrativo/descritivos/poéticos), a partir das vivências do cotidiano do aluno. * Reconhecimento das diferenças que ocorrem na fala em situações de maior ou menor formalidade de acordo com a situação de interlocução. * Expressão em linguagem não verbal de idéias, sensações, impressões experimentadas a partir do contato com textos narrativos, descritivos e/ou poéticos. Transformação * Comparação e utilização de diferentes textos narrativos, descritivos ou poéticos, observando diferença entre eles. * Observação/comparação/compreensão/utilização: - dos elementos morfo-sintático-semânticos que organizam as frases: ações, acontecimentos, relações, processos. - dos diferentes modos de construção de orações:ordenação/substituição de palavras em frases e períodos; ampliação e redução de orações. -das diferentes flexões das palavras, percebendo diversos significados e adequação ao contexto oracional (concordância). -dos diferentes elementos que se referem à organização espacial dos textos (separação de parágrafos, transcrição dos diálogos, etc). -compreensão/utilização de diferenças de significado em formas fônicas e/ou gráficas semelhantes em contextos diferentes (conserto/concerto). * Relato, registro e resumo de frases ou textos de histórias ouvidas/inventadas, de experiências ou fatos, percebendo algumas diferenças entre língua falada e escrita. * Expressão do pensamento do aluno utilizando diferentes linguagens (oral, escrita, corporal, cênica, plástica, musical). * Transformação de textos verbais em não verbais e vice-versa.
METODOLOGIA Após a adesão da unidade escolar ou de algum de seu regente e sua turma, os coordenadores do projeto comparecerão a UE para explanar sobre a proposta e explicar sobre o andamento do trabalho pedagógico. No segundo momento serão realizadas oficinas em que os alunos participarão desde do planejamento, produção textual e suas ilustrações e editoração. Os professores envolvidos receberão material de orientação para execução do projeto e suas oficinas. As oficinas não terão espaço físico determinado, embora uma boa parte deva acontecer na sala de aula ou na sala de leitura. Haverá sempre uma preocupação com uma tipologia variada de texto.
Algumas atividades propostas: Pesquisar, discutir, observar e analisar alguns textos literários. Utilização das informações fornecidas pela mídia. Uso de dicionário.
OPERACIONALIDADE É importante envolver toda turma ou o maior grupo possível na elaboração de um livro. É preciso entrar em entendimento com os alunos para que o processo de criação seja coletivo. Todas as idéias precisam ser debatidas pelo grupo. O caminho que a história vai sendo conduzida dependerá da interação da turma com os textos produzidos sob mediação do professor. Existem várias possibilidades de iniciarmos a construção de um texto dentro de sala de aula. No caso específico do Projeto Abrace um Aluno-escritor, sugerimos que se tenha uma preparação antes do início dos trabalhos para que o aluno entenda todo o processo. Primeiro faça a sugestão para turma sobre a confecção de um livro. Fale sobre os vários papéis que envolvem uma produção de um livro: do escritor a edição final. Os aspectos mágicos da criação, os personagens, a trama, a descrição dos lugares que envolvem os personagens... Apresente alguns livros da sala de leitura, isto vai contribuir para que eles possam entender o processo da melhor forma. Não esqueça de tornar bem claro o momento da correção. Todos erram, o escritor, o jornalista, também passam por uma revisão e este entendimento vai valorizar um dos momentos mais importante desta produção textual que é o momento da correção. Depois da história pronta o livro vai ser editado, as fotos e ilustrações escaneadas e trabalhadas. A partir daí acontece a editoração eletrônica que dará toda forma do livro. E finalmente a edição será impressa em gráfica. Depois do livro pronto é preciso fazer o lançamento do livro, neste momento os autores terão contatos com os seus leitores, darão autógrafos, serão homenageados. Todo este processo precisa ser entendido pelo aluno, pois o livro será uma tarefa de vários dias, trabalhosa e o aluno só estará muito motivado se entender onde vai chegar.
Edição Elementos da Edição Na página 2 constará o nome dos alunos-escritores e do professor que vai estar orientando e provocando o texto durante toda confecção do livro. Tanto os alunos quanto o professor da turma serão autores, visto que, o professor através da sua intervenção vai contribuir para o andamento da história. O professor entra também como responsável pelas oficinas do livro. Também constará o nome PROJETO ABRACE UM ALUNO-ESCRITOR e de seus coordenadores. Na página 48 constará o nome da Escola e os nomes das diretoras, da coordenadora pedagógica, sala de leitura e do regente envolvido. Ainda a identificação da escola, secretaria de educação e do governo.
Formato Tamanho: 14 cm por 21 cm, Capa: colorida Miolo: 48 páginas P&B (texto e ilustração)
Editoração Eletrônica e Gráfica A Editoração e gráfica ficarão na responsabilidade da direção do projeto.
Público Alvo O atendimento será feito a grupos de alunos ou turmas das escolas, para tanto, basta o professor ou a direção entrar em contato com a direção do PROJETO ABRACE UM ALUNO-ESCRITOR, expor suas idéias e seu cronograma de trabalho para que a equipe possa acompanhar, orientar e apoiar a iniciativa até a publicação do livro.
Apoio A direção do projeto garantirá suporte técnico e pedagógico para desenvolvimento do trabalho.
Informática Educativa Este projeto tem a intenção de garantir a incorporação de todas as mídias, no entanto, isto ficará limitado às possibilidades, na medida, que muitas escolas não dispõem de laboratório de informática. Apesar disto não está invalidada qualquer iniciativa que envolva uso de computadores de outra unidade, caso faça parte do planejamento do professor. Neste caso, poderá ser solucionado com a participação da Sala de Leitura que viabilizará outra Unidade Escolar para que os alunos façam uso da informática. A direção do projeto coloca ainda à disposição dos professores participantes uma capacitação em informática educativa, caso a UE viabilize um espaço para realização das aulas
Material Pedagógico Além do apoio que terão da Sala de Leitura e todo seu acervo, os professores que estarão envolvidos no projeto receberão material de orientação pedagógica que será de grande valia para aprimorar o manejo do professor na construção do texto. Várias técnicas serão colocadas à disposição de todos os envolvidos com intuito de melhorar o desempenho de cada professor diante dos desafios que o Projeto Adote um Aluno Escritor vai proporcionar. Sempre serão sinalizados também livros, sites, outras fontes que facilitem o aprimoramento do professor.
MULTIMÍDIA Não podemos esquecer que as unidades escolares possuem televisão, rádio, aparelho de CD e videocassete a disposição do trabalho escolar. Cabe ao professor que estiver diante das oficinas do livro envolver estes equipamentos, com intuito de ampliar o conhecimento ou a reflexão.
METAS * Promover a troca de experiências entre os alunos da U.E. envolvida e de outras escolas; * Propiciar a construção de uma escola Cidadã, uma escola “antenada” com o mundo; * Propiciar a reflexão sobre a construção de uma escola competente preocupada com a formação de valores e inclusão social; * Combater a evasão. * Oferece alternativas para alunos com dificuldade de aprendizagem. * Estimular o gosto pela leitura e valorizar o livro como disseminador de conhecimento, cultura, informação e entretenimento. * Possibilitar a convergência de diferentes mídias, a partir de inúmeras possibilidades de leitura do texto escrito. * Produzir espetáculos teatrais profissionais para os alunos da rede municipal de educação.
LANÇAMENTOS Garantir um evento onde os alunos e professores possam falar do processo de criação e produção do trabalho, além do lançamento de sua obra. Neste momento, os escritores, poderão ganhar diplomas e medalhas, ou outras homenagens. Será importante para culminar o trabalho a organização de uma “tarde de autógrafo”, onde os alunos darão autógrafos.
AVALIAÇÃO A avaliação acontecerá durante a execução do trabalho, semanalmente, junto com os alunos e caberá aos professores envolvidos no processo avaliar o andamento do projeto. Ao término do livro fazer, não só uma avaliação geral, mas submeter à aprovação final do livro pelos alunos. É importante, no momento da própria confecção da história, que se faça uma reflexão com os outros professores envolvidos no projeto. Isto amadurece a ação pedagógica, a troca sempre traz respostas que ajudarão a melhorar a qualidade do trabalho. De acordo com o número de professores e alunos participantes será importante uma avaliação ao final do ano com todos para um diagnóstico mais preciso e melhorar a aplicação do projeto.
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LIVROS 2008
DIRETORIA NA IMPRENSA (CLIQUE AQUI) GISELE MARQUES A autora do livro Tribo Urbana
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